Previous Next

MEDIAÇÃO/EDUCAÇÃO: PARA PENSAR A EDUCAÇÃO NO SÉCULO XXI

Biblioteca de Serralves 21 de Novembro 2018 | 18H
MEDIAÇÃO/EDUCAÇÃO: PARA PENSAR A EDUCAÇÃO NO SÉCULO XXI
21 NOV 2018
Programa de encontros dedicado a pensar a articulação entre educação formal e não formal e a contribuição desta para os novos caminhos da educação. Com este novo programa de encontros, dirigidos a professores de arte e de outras disciplinas, o Serviço Educativo de Serralves procura ser parceiro do professor e convidar investigadores e artistas para refletir, dialogar e questionar a Educação no e para o século XXI.
 
TENTAR EMANCIPAR: TRAÇOS ENSAÍSTICOS ENTRE CENA E AULA.
Com Juliana Jardim, professora, diretora, atriz e pesquisadora
 
Com o objetivo de pensar o tema da emancipação da pessoa, tanto em experiências de ensino e aprendizagem quanto em experiências artísticas, serão apresentados na conferência recortes de livros e textos do filósofo franco-argelino Jacques Rancière e o próprio mestre ignorante Joseph Jacotot. Mapearemos as ideias advindas do duo Jacotot/Rancière perto do tema ensaio, ou gesto ensaístico, delineado originalmente por Michel de Montaigne, na escrita e ação que puseram em igualdade as leituras de livros e as experiências de vida. Serão mostrados exemplos de ensaios fílmicos da cineasta Agnès Varda, para compor o que temos chamado de um corpo que ensaia. Na segunda parte, serão partilhados alguns eixos fundamentais do projeto "Ensaios Ignorantes”, idealizado por Juliana Jardim, desenvolvido e premiado no Brasil, desde 2011, pelo núcleo de profissionais que esta dirige, e também de modo pontual em Madrid, Espanha, em 2014. O projeto nasceu da profunda relação com os temas que serão tratados na primeira parte da conferência e realiza ocupações espaciais para compor ações com pessoas ao redor de livros, que são postos em comum entre todos os participantes, e derivas que podem ser compostas por cenas, filmes, digressões orais, musicais, escritas, dentre outras. 
 
Lotação: 60 pessoas
Acesso: 3€ (Amigos de Serralves, estudantes e maiores 65 anos: 50% desconto)
 
LOCAL: Biblioteca
HORÁRIO: 18h00 - 19h30
DIA: 21 NOV 2018
 
Juliana Jardim é professora, diretora, atriz, pesquisadora com eixo principal na área prática em trabalho com texto, comicidade, narrativas, ensaio e trabalho de ator (corpo, escuta e palavra). Pós doutora, desenvolveu a sua pesquisa com o tema do corpo que ensaia, na relação com textos, junto e com o público, no Brasil, na Espanha e na França. Idealizou o projeto "Ensaios Ignorantes” que realiza, desde 2011, ações de convívio entre pessoas, livros e espaços, com leituras, digressões, cenas, filmes, músicas, num terreno entre cena e aula, aliado a uma ideia de emancipação da pessoa, presente em Joseph Jacotot e Jacques Rancière, e de um corpo que ensaia, perto dos ensaístas Michel de Montaigne e Agnès Varda. Teve uma aliança de oito anos com o griot e ator africano Sotigui Kouyaté, tendo realizado duas viagens ao Mali e ao Burkina Faso, e a sua ação atual dialoga com essas experiências. Nos seus trabalhos mais recentes, o projeto "Ensaios Ignorantes: o comum e o gesto ensaístico entre cena e público” foi premiado pelo Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo, entre 2016 e 2018, para a realização de ações artísticas e pedagógicas, e a criação de diversos objetos artísticos, entre cena, livro, filme. Juliana é co-diretora da peça MEIA-MEIA, que estreia em outubro de 2018 em São Paulo, foi curadora e dirigiu, a convite da área Socioeducativa do Sesc Pompéia, o BOTECO DA DIVERSIDADE - tema LOUCURA, em julho de 2018. Diretora colaboradora da peça BISPO, de e com João Miguel, desde 2016. Realizou, em 2014, em Madrid a pesquisa e posta em cena denominadas "Incendios: dejar hacer (leer y decir) un texto”, com atores, sociólogos, performers, professores e artistas de outras áreas, apresentada em novembro do mesmo ano no Espacio B, em parceria com a Universidade Complutense de Madrid, na qual realizou nove meses de estágio teórico-prático de Pós Doutorado com a pesquisa "Paisagens errantes entre a aula e a cena: Incendios e Fernand Deligny”, com a supervisão de Fernando Bárcena, na Filosofia da Educação. Doutora em teatro pela ECA-USP com a pesquisa "Vestígios do dizer de uma escuta (repouso e deriva na palavra)”, sobre relações entre corpo e palavra no trabalho de ator. Professora da USJT até 2011, tendo orientado pesquisas e montagens. Concebeu o material didático e coordenou as formações de professores do programa "Diálogos e Reflexões” com Educadores-Teatro no CCBB, em São Paulo, em 2009. Como atriz, fez, dentre outras, o "Experimento do acordo”, com A peça didática de Baden-Baden sobre o acordo, de Bertolt Brecht, o solo Madrugada, em diversas cidades brasileiras e Seattle e Los Angeles (EUA); Esperando Godot, de Samuel Beckett; Péricles, de William Shakespeare. Co-diretora artística dos projetos Território Cultural (Petroquisa, RJ) e a CASA no Escolas de Paz (Unesco, RJ), entre 2001 e 2003, que realizaram, ambos, ocupação artística e pedagógica em comunidades e escolas. 

Para mais informações e aquisição de bilhete: https://www.serralves.pt/pt/actividades/mediacao-educacao-para-pensar-a-educacao-no-seculo-xxi/