Previous Next

Espetáculo “A VIDA NO CAMPO”

Grande Auditório | Casa das Artes |Vila Nova de Famalicão. 21, 22 e 23 Março | 21h30

O espetáculo “A VIDA NO CAMPO”, encenado por Luísa Pinto, docente da licenciatura em Teatro da ESAP, será apresentado nos dias 21, 22 e 23 de Março, pelas 21h30, no Grande Auditório da Casa das Artes | Vila Nova de Famalicão.
 

ENTRADA: 8 EUROS 
ESTUDANTES E CARTÃO QUADRILÁTERO CULTURAL: 4 EUROS
M/12 ANOS
DURAÇÃO: 80 MINUTOS

 

Vida no Campo

A cidade e as ilhas

Um casal vindo da cidade. Uma velha casa de família. Um recomeço – no campo. Podia começar assim o resumo de A Vida no Campo, adaptação livre do diário homónimo de Joel Neto, autor também (entre outros) dos romances Arquipélago e Meridiano 28. E, no entanto, não é apenas de idílio que fala a vida rural de hoje. Nem mesmo nesses milagrosos casos em que tudo nela é usufruto dos encantos da natureza e da vida simples. Há uma história que se muda com aqueles se mudam. E há sonhos por concretizar, frustrações acumuladas, mágoas escondidas com que um dia será preciso travar o combate que se adiou...

 

Com encenação de Luísa Pinto, interpretações de António Durães e Filipa Guedes e participação especial de Fernando Alves, jornalista e radialista, A Vida no Campo é a história de uma crise conjugal. O texto é da autoria de Joel Neto e Catarina Ferreirade Almeida, os dois protagonistas do livro a que vai buscar o nome. Põe em oposição a vida urbana e a vida rural, usando como epítome a vida insular – que é talvez um pouco de ambas – mas determinado sobretudo a decifrar o que, no diálogo e nos silêncios estabelecidos entre as duas (ou as três), as separa e aproxima.

 

Dizem os estudos que, dentro de menos de 30 anos, para cima de 70 por cento da população ocidental estará concentrada nas grandes cidades. Abandonará o campo e a chamada província, e com isso acentuar-se-á o declínio de modos de vida e – principalmente – de possibilidades que vinham resistindo não só à voragem da economia, expressa tanto nos grandes movimentos demográficos como nas próprias inclinações da cultura popular, mas à uniformização que reduzirá o indivíduo a espécimen e o mundo todo a uma só e crescente periferia.

                                                                                                               Joel Neto

                              

 Ficha artística/Técnica

Texto Joel Neto e Catarina Ferreira de Almeida l Encenação Luísa Pinto l

Interpretação l António Durães, Filipa Guedes  e Fernando Alves l Espaço Cénico e Figurinos Luísa Pinto l Luz Bruno Santos l Vídeo Carlos Coelho Costa l Ambientes Sonoros Carlos Tê l Edição e Mistura Sonoplastia Pedro Vidal l Operação Filipe Cardu l Fotografia de Projeto Paulo Pimenta l Assistente de Produção Cláudia Pinto

Este projeto acolhe duas alunas do 3º ano do curso de teatro da ESAP em estágio profissional: l Assistente de encenação Andreia Silveira l Apoio à produção Raquel Ferreira

 

Classificação etária -  Maiores 12  l Duração 80 minutos              

 

 

Coprodução Narrativensaio-AC e Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão

 

Autores

 

JOEL NETO é um escritor, cronista e memorialista português. Nasceu nas ilhas dos Açores (Angra do Heroísmo, 1974) e mudou-se para Lisboa aos 18 anos, para estudar Relações Internacionais no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas. Depois de década e meia como repórter, editor e chefe de redacção na maior parte dos grandes jornais e revistas portugueses, voltou em 2012 ao Lugar dos Dois Caminhos, freguesia da Terra Chã, ilha Terceira, determinado a dedicar-se inteiramente à literatura. Desde então, atingiu os tops de vendas nacionais com Arquipélago (romance, 2015), A Vida no Campo (diário, 2016) e Meridiano 28 (romance, 2018), igualmente bem acolhidos pela crítica.

 

CATARINA FERREIRA DE ALMEIDA (1977) é tradutora e especialista em literatura fantástica. Nasceu em Lisboa, onde se licenciou em Línguas e Literaturas Modernas pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, e viveu em França, em cuja Universidade de Rennes concluiu, com uma tese sobre Bram Stoker, o mestrado em «Literature, Theatre and Cinema». Casada desde 2007 com Joel Neto, vive igualmente na  ilha Terceira, onde tem traduzido autores como J.R.R. Tolkien, Georges Simenon ou Mohammed Dib. Com obra tanto no inglês como no francês, foi distinguida na edição 2016 do Grande Prémio de Tradução Literária APT pela tradução de Longe da Multidão, de Thomas Hardy (Presença).

 

Encenadora

 

LUÍSA PINTO é Doutorada em Estudos Artísticos, na especialidade de Estudos Teatrais e Performativos pela Universidade de Coimbra. Mestre em Teatro/Encenação, pela Escola Superior Artística do Porto. Encenadora, professora de Teatro na ESAP e investigadora no CEAA-FCT. Diretora Artística da Narrativensaio-AC. Encenou mais de trinta peças, entre elas, textos originais em estreia absoluta como; Missa do Galo e Amor Solúvel de Carlos Tê, Onde o Frio Se Demora de Ana Cristina Pereira, Gota D’água de Heron Coelho, O Deserto de Medeia de Marta Freitas. Entre 2007 e 2015 foi Diretora Artística do Teatro Municipal de Matosinhos Constantino Nery. Foi autora e apresentadora de programas de Televisão para a RTPN. Foi corealizadora do documentário Rompendo os Muros da Prisão - O teatro como meio de reinserção de reclusos.