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Da Insaciabilidade no caso ou ao mesmo tempo um milagre

Auditório Isabel Alves Costa - Teatro Municipal do Porto Rivoli 31 de Maio | 14h30 -17h00; 18h00- 20h00

3º Encontro-Debate | "Da Insaciabilidade no caso ou ao mesmo tempo um milagre" | 31 MAI: 14h30 -17h00 | 18h00- 20h00 | Auditório Isabel Alves Costa - Teatro Municipal do Porto Rivoli.
Convidados: Alberto Ruiz De Samaniego, Ana Mira, Ana Tomás, Celeste Natário, Claúdia Marisa, Cláudia Galhós, Eduarda Neves, Maria Manuela Brito, Mário Correia, Rui Bertrand Romão e Rui Lopo.

PROGRAMA:

14h30: ABERTURA
15h00: PAINEL I 

Mário Correia: “A princesa dos sapatos de ferro e a tragédia da unidade”
Ana Mira: “Afectivo primitivo: um estudo sobre a força, no corpo que dança”
Ana Tomás: "O Dhikr: através do labiríntico circulo da infinidade"
Rui Lopo: “Almada e o anti-saudosismo“          

17h00- 17h15: INTERVALO          

18h00: PAINEL II 

Alberto Ruiz de Samaniego : “Wittgenstein. Tocar una flor con las manos sucias”
Eduarda Neves: "São Rosas, Senhor, São Rosas”
Cláudia Marisa: "Algures entre o Corpo e a Representação"
Cláudia Galhós: “Figurações mitogénicas destinadas a destruir a apatia” 

Com a presença: Celeste Natário, Hugo Calhim Cristovão e Joana von Mayer Trindade 

 

Notas Biográficas


Mário Correia é mestre em filosofia, com uma dissertação sobre o filósofo escotista Gomes de Lisboa, do qual publicou a tradução da "Questão muito útil sobre o sujeito de qualquer ciência, principalmente, porém, o da filosofia natural" e editou o até então inédito "Scriptum super Questiones Methaphisice Antonii Andree". Prepara na Universidade do Porto uma tese de doutoramento sobre o problema da suficiência e da derivação das categorias nas escolásticas medieval e tardia. É guitarrista no Quarteto Hoc Opus e na Orquestra de Guitarras e Baixos Eléctricos.

Ana Mira (Lisboa, 1976). Estudou práticas do corpo, dança contemporânea e chi kung na europa e nos estados unidos. É doutorada em filosofia /estética pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas - Universidade Nova de Lisboa, com a tese "Silêncio, potência e gesto: um corpo na dança" realizada sob orientação do filósofo José Gil e como bolseira da Fundação para a Ciência e Tecnologia (2014). Na performance de dança apresentou “At Once”, adaptação do solo de Deborah Hay - SPCP/2009 (Teatro Maria Matos, 2010), “Três Estudos para Shihtao” (Teatro Camões, 2007), “Dueto” (Festival Alkantara, 2006) e outras peças. Como performer colaborou com Pauline de Groot (2001/2003), Russell Dumas (2003/2005) and Rosemary Butcher (2011/2015). Actualmente é professora auxiliar convidada no departamento de artes cénicas, da Escola de Artes - Universidade de Évora; investigadora no IFILNOVA - Instituto de Filosofia da Nova (FCSH-UNL) onde desenvolve o campo de performance e filosofia; e membro co-fundador do baldio | Estudos de Performance com quem desenvolve encontros, cursos e publicações. Escreveu: “Sensorial document: An embodied practice in dance and philosophy from collaboration in After Kaprow: The Silent Room by Rosemary Butcher (2012)” (Journal of Dance & Somatic Practices, 8: 2, 2016).

Ana Tomás Mestrado Sciences Sociales - Mention Asie Méridionale et Orientale (AMO), École des Hautes Études en Sciences Sociales (EHESS), Paris, França (2011). Doutoranda em Ethnologie et Anthropologie Sociale, École des Hautes Études en Sciences Sociales (EHESS) e o Centre d'Études de l'Inde et de l'Asie du Sud (CEIAS), Paris, França (2011-). Bolseira da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Governo de Portugal (2012-2015).
Fez trabalho de campo em Hazar Khwani, Peshawar (2010, 2011), e no Vale de Swat (2010, 2013, 2014), Província de Khyber-Pakhtunkhwa, noroeste do Paquistão. A tese de doutoramento ("The Saints of Tirath: Memory, Genealogy, and Sacred Space in the Upper Swat valley, Northwest of Pakistan") centra-se na relação entre a propriedade da terra, Sufismo, espaço sagrado, ritual e identidade no Vale do Swat (Província de Khyber-Pakhtunkhwa, no noroeste do Paquistão).

Rui Lopo Tradutor e investigador na área da cultura e filosofia portuguesa. Gosta tanto da noite como do dia. 

Alberto Ruiz de Samaniego Doutorado em Filosofia e Teoria das Artes (Universidade Autónoma de Madrid). Professor de Estética e Teoria das Artes (Universidade de Vigo) e coordenador do Master de Arte Contemporáneo: investigación y creación na mesma Universidade. Foi Director da Fundação Luis Seoane, Coruña (2008-2011) e curador da representação espanhola na 52ª Bienal de Veneza (2007). Prémio Espais de crítica de arte (Fundación Espais de Arte Contemporáneo). É co-director (com Miguel Ángel Ramos) da Colecção Larva, Editorial Mayan-Abada. Livros publicados: Blanchot: una estética de lo neutro e Semillas del tiempo (1999); La generación de la democracia. Nuevo pensamiento filosófico en España (2002), em colaboração com Miguel A. Ramos; La inflexión posmoderna: los márgenes de la modernidad (2004); James Casebere and Belleza de otro mundo. Apuntes sobre algunas poéticas del inmovilismo (2005); Paisaje fotográfico. Entre Dios y la fotografía (2007); Ser y no ser. Figuras en el dominio de lo espectral (2014); Las horas bellas. Escritos sobre cine and Negro teatro de Jorge Molder (2015). Editor literário dos livros Mitos de fin de siglo (2000) e Estéticas de la Animación (2009). Co-director do filme documental Pessoa/Lisboa (2016).

Eduarda Neves Doutorada em Filosofia. Professora Auxiliar na ESAP [www.esap.pt]. Lecciona, desde 1987, nos domínios da Arte Contemporânea, Estética, Artes Visuais e Artes Performativas. Investigadora Responsável do grupo de investigação Arte e Estudos Críticos do CEAA [www.ceaa.pt], desde 2013. Áreas de investigação: Filosofia e Estética; Arte, Política e Poder; Arte e Modos de Subjectivação. Como Curadora  independente concebeu, entre outros, os  projectos ALGUMAS RAZÕES PARA UMA ARTE NÃO DEMISSIONÁRIA 
[http://pdgartes.weebly.com/das-plast-v-pjs.html – 2014 e 2015] e CORRESPONDÊNCIAS [http://correspondencias.weebly.com/ - 2016-17], apresentados em diversas instituições em Portugal, Espanha, Alemanha e Malta, com o apoio da DGARTES / Ministério da Cultura. Recentemente pré-seleccionada para a Bienal Internacional de Arte Contemporáneo de América Del Sur, Buenos Aires, com o projecto curatorial HORS-SERIE, [http://bienalsur.org/static/pre/bienalsur_preseleccionados_ENG.pdf?v=9 – 2017]. Integra o projecto expositivo QUATRO ELEMENTOS _ Curadoria do elemento TERRA, Galeria Municipal do Porto [01.08.17 - 12.11.17]. Último livro publicado: O Auto-Retrato.. Fotografia e Subjectivação. Lisboa: Ed. Palimpsesto | CEAA, 2016. Tem apresentado diversas comunicações de âmbito nacional e internacional. Alguns dos seus textos para catálogos, artigos e livros podem ser consultados em https://esap-porto.academia.edu/EduardaNeves.
 
 
Cláudia Marisa é diplomada em Dança, Bacharel em Teatro-Interpretação pela Escola Superior de Música, Artes e Espectáculo (ESMAE), do Instituto Politécnico do Porto (IPP), licenciada em Sociologia pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto (FLUP), mestre em Sociologia (FLUP), e doutorada em Dança pela Faculdade de Motricidade Humano (FMH) da Universidade de Lisboa (UL). Publica regularmente sobre estética e análise de espectáculo. Desde 1989 desenvolve actividade profissional artística como Encenadora, Coreógrafa e Performer. É Professora Adjunta na ESMAE / IPP e Investigadora Integrada no Instituto de Sociologia da Universidade do Porto (ISUP). 
 

Claudia Galhós nasceu em Lisboa, em 1972. Escreve sobre artes performartivas em geral e dança em particular para jornais desde 2004. Atualmente escreve sobre artes performativas para o semanário Expresso. É colunista do “Festival Bytes” (blogue da European Festivals Assocition, EFA), foi editora do magazine sobre artes performativas “Palcos AGORA” (2015 na RTP2). Em Junho de 2015 lançou, em Londres, no âmbito do festival Two Deegrees de Artsadmin o livro “There is nothing that is beyond your imagination” (publicação da rede europeia “Imagine 2020 – Art and Climate Change”), em Julho de 2016 lançou “15 anos – O Espaço do Tempo”, livro sobre os 15 anos do centro de residências artísticas de Montemor-o-Novo, de Rui Horta. Foi editora do suplemento semanal «Artes de Palco», do programa «Magazine», da 2: da RTP (de 2004 a 2006), e editora do magazine cultural AGORA, também da RTP2 (2012-2014). Escreveu sobre artes e cultura para diversos jornais e, ainda no âmbito das artes performativas e da dança em particular, é autora de «Corpo de Cordas – 10 anos de Companhia Paulo Ribeiro» (Assírio & Alvim, Fevereiro de 2006) e o ensaio biográfico «Pina Bausch – Sentir Mais», pela Don Quixote (2010).

Celeste Natário Docente da Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Enquanto investigadora, tem-se dedicado, em particular, à filosofia e cultura portuguesas, tendo publicado: O Pensamento Dialéctico de Leonardo Coimbra: reflexão sobre o seu valor antropológico (1997); O Pensamento Filosófico de Raul Proença (2005); Entre Filosofia e Cultura: percursos pelo pensamento filosófico-poético português nos séculos XIX e XX (2008); Itinerários do Pensamento Filosófico Português: da Origem da Nacionalidade do Século XVIII (2010); Pascoaes: Saudade, Física e Metafísica (2010). Tem organizado múltiplos encontros científicos. Coordena o projecto de investigação “Raízes e Horizontes da Filosofia e da Cultura em Portugal” (Instituto de Filosofia da Universidade do Porto).

Hugo Calhim Cristovão Encenador, Professor, Investigador. Criador do grupo de pesquisa "NuIsIs ZoBoP", onde dirigiu e dirige regularmente os processos de investigação continua "Thanateros – Trainings psicofisicos e psicovocais de descontextualização activa para performers" e "Ex Nihilo- Estratégias de criação livre e improvisação sistemática." Para o mesmo grupo criou, escreveu, e dirigiu "ABBADON" para Paula Cepeda Rodrigues e “SHE WILL NOT LIVE”, "VELEDA" e "ZOS (She Will Not Live)", para Joana von Mayer. Coaching e Dramaturgia nas peças " SALTUS", "NAMELESS NATURES", de Joana von Mayer. Direcção conjunta com Joana von Mayer das peças "MENINAS", "BETWEEN BEING AND BECOMING", "O CÉU È APENAS UM DISFARCE AZUL DO INFERNO" e “Da insaciabilidade no caso ou ao mesmo tempo um milgare”. Mestrando em Filosofia Contemporânea”. Licenciatura em Teatro- Ramos de Interpretação e Direção de Atores, na ESMAE-IPP. Licenciatura em Filosofia FLUP; Pós-Graduação em Filosofia Contemporânea, FLUP. Leccionou Oficina de Expressão Dramática I e Oficina de Expressão Dramática II no ensino secundário. Leccionou as disciplinas Corpo e Movimento Cénico II e III Improvisação II, na Faculdade de Évora. Orientou teses de mestrado e de licenciatura de Joana von Mayer (HZT Berlim) e Paula Cepeda Rodrigues (U.Évora). Destaca, fora da Nuisis Zobop, as experiências de trabalho com Conceição Nunes, Polina Klimovitskaia, Rogério de Carvalho, Malcolm Morrison, Min Tanaka, Christinne de Villepoix, Laurie Booth, Thomas Richards, Andrezj Mayak, Andrezj Sadowsky, Zygmunt Molik, Elizabete Disdier, Alain Richardson , Krystian Lupa e Guennadi Bogdanov. 
 
Joana von Mayer Trindade Coreógrafa, Performer, Professora. Fundadora com Hugo Calhim Cristovão da NuIsIs ZoBoP. Mestre em Solo/ Dança/ Autoria, Universidade das Artes de Berlim. Licenciada em Psicologia, Universidade do Porto. Curso de Interpretes de Dança Contemporânea, Forum Dança. Curso Essais -CNDC d’Angers. Com Hugo Calhim Cristovão, dirige, cria e interpreta as peças: She Will Not Live, VELEDA, ZOS (She Will Not Live), "O Céu é apenas um disfarce azul do inferno" e “Da insaciabilidade no caso ou ao mesmo tempo um milgare”. Da sua autoria destaca as peças: MENINAS; SALTUS e NAMELESS NATURES. É autora dos ensaios escritos: “Just a Point. No More, No Less”, “Chaos as an Inevitable Tool for Composition”, “The Cruelty of Creation” e “Truthful Images”.